Coça…coça..coça…
Puts, só de falar no assunto piolho a cabeça já coça. Entretanto é a coisa mais natural em uma criança com idade entre 4 e 10 anos.
Quem nunca teve piolho na vida? Levanta a mão aí!
O asssunto é meio nojento, mas necessário até porque as técnicas de hoje em dia (ainda bem) estão ficando cada vez melhores no combate dessa praguinha que judia nossos bebês.
Da Wikipédia
Piolho é o nome geral dado aos insetos da ordem Phthiraptera (do grego phthirus=achatado; a=sem; ptera=asas), que contém mais de 3000 espécies. Estes insectos não têm asas e são parasitas externos (ectoparasitas) de mamíferos (com exceção dos monotremados e morcegos) e das aves. Os piolhos são actualmente classificados em quatro subordens:
Anoplura: piolhos sugadores, inclui o piolho humano
Rhyncophthirina: parasitas de facóqueros e elefantes
Ischnocera: parasitas das aves
Amblycera: piolhos mastigadores
Os piolhos habitam o cabelo ou pelagem do hospedeiro, onde se alimentam de sangue, resíduos da epiderme ou de penas e secrecções sebáceas. Cada espécie tem uma relação exclusiva com um determinado tipo de hospedeiro, o que significa que, por exemplo, um piolho de ave não afecta humanos e vice-versa. Esta característica torna os piolhos muito dependentes do sucesso da espécie do hospedeiro.
Os piolhos têm entre 0,5 e 8 mm de comprimento, corpo achatado e garras que lhes permitem a fixação ao hospedeiro. Os ovos do piolho, ou lêndeas, são esbranquiçados e postos na pelagem ou penas dos hospedeiros. Em humanos, a infestação por piolhos é denominada pediculose.
Antigamente, o combate à pediculose dava-se através de xampus (escabin, kwell) com agentes antiparasitários e a coleta de lêndeas e piolhos com o uso de pentes finos (trabalhinho filho da puta esse). Esse tratamento era doloroso, em especial para as crianças. Hoje esse tratamento ainda existe, mas geralmente complementar ao uso da Ivermectina (medicamento “tarja vermelha”, ou seja, deve-se usá-lo sob recomendação médica; além disso, não deve-se ministrar essa substância em crianças de idade inferior a cinco anos ou peso inferior a 15kg). – Consulte sempre seu pediatra.
Importantíssimo lembrar que ter piolho não é sinal de falta de higiene!!!
Coça daqui, coça de lá e já começa a desconfiança, que, quando confirmada, provoca vergonha e preocupação em não deixar ninguém saber que se está com piolho. A infestação desses pequenos insetos parasitas, conhecida como pediculose, é bastante comum em crianças e é, equivocadamente, relacionada à pobreza e à falta de higiene. No entanto, piolho não vê idade, sexo, cor ou nível social.
A infestação por piolho atinge de 30% a 40% das crianças brasileiras em idade escolar e pode causar anemia, infecções oportunistas nos locais de grande coceira, além de baixo rendimento nos estudos. De acordo com o dermatologista Hélio Celestino da Silva, a pediculose é própria de crianças em idade escolar. “Piolho gosta de cabelo limpinho, sem oleosidade, por isso as crianças são o principal alvo. Os hormônios da adolescência já provocam a oleosidade do couro cabeludo”, explica.
Além disso, algumas pessoas são mais propensas a pegar piolho. “É o que a gente chama de tropismo. O piolho tem preferência por alguns tipos de couro cabeludo e não se adapta a outros”, esclarece.
Outro motivo para a rápida infestação de piolhos entre crianças é a inquietação dos pequenos. “Como criança pula muito, se movimenta o tempo todo, ele passa de uma cabeça para outra com muita facilidade”, acrescenta Celestino.
Ao contrário do que muita gente pensa, piolho não voa nem pula. De acordo com o dermatologista, o piolho é transmitido pelo contato direto. Por isso, infesta pessoas que convivem num mesmo ambiente. “O piolho se instala no couro cabeludo e ali se reproduz. Ele fica agarrado na raiz do fio, onde enfia a boca pra se alimentar”, explica.
A dermatologista Lígia Martins ressalta que pessoas sensíveis a picadas de insetos podem sofrer processo alérgico quando infestadas por piolhos. “A picada do piolho é como qualquer outro inseto e pode provocar reação alérgica e facilitar infecções.”
A prevenção e o tratamento são simples. “Estar atento às cabeças das crianças, manter o cabelo comprido preso ao ir para a escola e não compartilhar pentes com pessoas infestadas são atitudes eficazes para prevenir a pediculose”, garante Lígia.
No caso de infestação, com o pente fino é possível retirar o piolho. As lêndeas, que são os ovos colocados pela fêmea, são mais difíceis de serem removidas, pois ficam grudadas nos fios de cabelo. Para acabar com elas, Lígia recomenda uma solução de vinagre com água. “Basta envolver pequenas mechas de cabelo com um algodão embebido na mistura, pressionando-os entre os dedos e puxando lentamente em direção às pontas dos cabelos”, ensina.
Existem ainda medicamentos de uso tópico ou oral bastante eficazes. “Antigamente, tinha gente que usava até inseticida para se livrar dos parasitas, o que é totalmente contra-indicado”, previne Lígia. Outra recomendação é evitar a automedicação e atitudes intempestivas, como raspar a cabeça da criança para resolver o problema.