Mãe é um ser estranho

Texto de Hilda Lucas

Mãe é aquele ser estranho, louco, capaz de heroísmos, dramas e  breguices com a mesma fúria. Paga mico, escreve carta para Papai Noel,  se faz passar por fadinha do dente, coelho da Páscoa, cuca, pede  autógrafo para artistas deploráveis, assiste a programas, peças, shows  horríveis, revê milhares de vezes os mesmos desenhos animados, conta  as mesmas histórias centenas de vezes, vai pra Disney e A D O R A!

Mãe faz escândalo, tira satisfação com professor, berra em público, dá  vexame, deixa a gente sem graça, compra briga, é espaçosa, barulhenta,  tendenciosa, leoa, tiete, dona da gente. Mãe desperta extremos, ganas,  irrita, enlouquece, mas… É mãe.

Mãe faz promessa, prestação, hora extra, pra que a gente tenha o que é  preciso e o que sonha. Mãe surta, passa dos limites, às vezes até  bate, diz coisas duras. Mãe pede desculpas, mortificada… Mãe é um  bicho doido, louco pela cria. Mãe é visceral! Mãe chora em  apresentação de balé, em competição de natação, quando a filha menstrua pela primeira vez, quando dá o primeiro beijo, quando vê a  filha apaixonada no casamento, no parto… Xinga todo e cada desgraçado que faz os filhos sofrerem, enlouquece esperando eles  chegarem da balada, arranca os cabelos diante da morte…

Mãe é uma espécie esquisita que se alterna entre fada e bruxa com uma  naturalidade espantosa. É competente no item culpa e insuperável no item ternura,  mas pode ser virulenta, tem um lado B às vezes C, D, E… Mãe é  melosa, excessiva, obsessiva, repulsiva, comovente, histérica, mas não  se é feliz sem uma. Mãe é contrato irrevogável, vitalício instransferível!

Mãe lê pensamento, tem premonição, sonhos estranhos. Conhece cara de  choro, de gripe, de medo, entra sem bater, liga de madrugada, pede  favor chato, palpita e implica com amigos, namorados, escolhas. Mãe dá  a roupa do corpo, tempo, dinheiro, conselho, cuidado, proteção. Mãe dá um jeito, dá nó, dá bronca, dá força. Mãe cura cólica, porre,  tristeza, pânico noturno, medos. Espanta monstros, pesadelos,  mosquitos, perigos. Mãe tem intuição e é messiânica: mãe salva. Mãe guarda tesouros, conta histórias e tece lembranças. Mãe é arquivo! Mãe exagera, exaure, extrapola. Mãe transborda, inunda, transcende.

Ama, desmama, desarma, denota, manda, desmanda, desanda, demanda. Rumina o passado, remói dores, dá o troco, adora uma cobrança e um  perdão lacrimoso.

Mãe abriga, afaga, alisa, lambe, conhece as batidas do nosso coração,  o toque dos nossos dedos, as cores do nosso olhar e ouve música quando  a gente ri. Mãe tem coração de mãe!

Mãe é pedra no caminho, é rumo; é pedra no sapato, é rocha; é drama mexicano, tragédia grega e comédia italiana; é o maior dos clássicos;

É  colo, cadeira de balanço e divã de terapeuta… Mãe é madona-mia! É  Deus-me-acuda; é graças-a-Deus; é mãezinha-do-céu, é-mãe-minha-e- eu-mato-quando-quiser; é a que padece no paraíso enquanto nos infernizam…

Mãe é absurda e inexoravelmente para sempre e é uma só. Não há  mistério maior! Só cabe uma mãe na vida de um filho… E olhe lá! Às  vezes, nem cabe inteira. Mãe é imensurável!

Mãe é saudade instalada desde o instante em que descobrimos a morteMãe é eterna, não morre jamais. Bicho estranho, entranha, milagre,  façanha, matriz, alma, carne viva, laço de sangue, flor da pele. Mãe
é mãe, e faz cada coisa…

Mães ingressando no mercado de trabalho x filhos na escolinha

Por que resolvi escrever sobre esse assunto? Porque faz 1 semana que decidi colocar minha filha Luiza na escola. E sim, eu sei que isso é difícil para muitas mães… então, vamos conversar!

Nos dias de hoje, está cada vez mais comum, as crianças irem para escola mais cedo. O fato das mamães quererem voltar ao mercado de trabalho, acabam optando por deixar seus filhos na escola ou no berçário, com alguém da família ou com uma babá. Mas com certeza, as escolinhas e creches são os lugares mais procurados.

Creio que a escolha deve ser feita com maturidade o suficiente para não haver arrependimento depois. E deve ser uma decisão do pai e da mãe.

Quando a escolha é uma escola, os pais podem começar procurando escolas pelo bairro onde moram, pesquisando e visitando várias delas, para daí sim, chegarem na ideal.

Eu acho que o ideal a se ver numa escola, primeiramente é o porte da escola – pequena, média ou grande – número de alunos por sala, filosofia da escola, valor da mensalidade… e é sempre bom uma visita pelo espaço físico e uma conversa com a direção.

A adaptação da criança é uma coisa muito pessoal. Cada um reage de uma forma, não dá pra prever como a criança irá reagir. O correto é começar indo aos poucos. Não levar a criança logo de cara em período integral, e sim, levar cada dia 1 hora e ir aumentando gradativamente até a criança conhecer o local e as pessoas que ali estão.

Caberá a escola estimular e orientar a criança, considerando os estágios de seu desenvolvimento, aceitando e a desafiando a pensar. O ambiente que estimule a atividade criadora da criança, além de contribuir para o seus desenvolvimentos, estará, certamente, favorecendo a aproximação da criança à realidade escolar.

E claro que é fundamental que os pais estejam sempre atentos ao que está acontecendo. Os pais devem acompanhar o máximo que puderam a rotina da criança, vendo a agenda escolar, onde tudo é anotado pela educadora da escola.

E lembrando que… a separação de mãe e filho é sempre dolorosa, porém, a longo prazo vai virar uma coisa prazerosa para ambas as partes. É só uma questão de tempo. Então mamães tenham força, e entendam que isso fará um bem sem tamanho para seu filho! O fato da criança interagir com outras crianças ajuda e muito na sua formação psicológica. A criança fica mais esperta, comunicativa, menos mimada.

Então você que é mamãe, e está com medo ou receio de colocar seu filho na escolinha, pense bem… e tenha coragem… pois sinceramente, não criamos os filhos para gente e sim para o mundo!

Pensem nisso!

Beijão à todas.

10 coisas que nunca te explicaram sobre ter um filho

1) Depois de 9 meses sendo a protagonista, você passa totalmente ao 2º plano, todas as coisas girarão em torno daquele pequeno ser que transformará de forma irreversível a sua vida.

2) Será quase impossível nos primeiros meses sair de casa na hora prevista.

3) De repente, tudo vai parecer extremamente perigoso, desde a poluição emitida pelos carros até os germes do chinelo fedido que o bebê insiste em levar à boca.

4) Mesmo você não gostando de comparações… será inevitável não querer saber se o bebê do vizinho dorme bem de noite ou se faz mais de um cocô por dia.

5) Ser mãe é mais cansativo que ter um trabalho em período integral, porque agora período integral são 24hs ao dia, 7 dias na semana… Ser mãe é um trabalho não remunerado, mas você vai se sentir altamente recompensada no primeiro sorriso banguelo as 6 hs da manhã.

6) Você vai descobrir que tem sim super poderes. Tomar banho em 2 minutos e almoçar em 5 são só alguns exemplos.

7) Para escolher os restaurantes, você vai trocar o guia Michelin, por qualquer restaurante family friendly.

8) Vai recuperar do fundo do baú músicas infantis de quando você era pequena e fazer questão de cantá-las para o bebê, sem se importar com a voz desafinada e com as adaptações das partes esquecidas.

9) Nunca mais lerá más notícias do jornal sem pensar “podia ter sido meu filho” e jamais conseguirá ser indiferente ao sofrimento de todas crianças do mundo.

10) Vai sentir um verdadeiro transbordamento de amor na primeira gargalhada espontânea, ao escutar o primeiro “mamãe”, nos carinhos das mãozinhas pequenas e em tantos pequenos grandes momentos de felicidade que a maternidade proporciona.

Gordurinhas indesejadas.

É mulherada… as festas acabaram! Comeram bastante nas noites de Natal e Ano Novo? Tenho certeza que assim como eu, todo mundo comeu além da conta.

Ontem subi na balança para ver quanto eu estava pesando, pois senti que minha barriga deu meio que uma “aumentadinha”. Olhei pra balança… ela olhou pra mim… respirei fundo e pimba! 1,5 kg a mais!

E daí bate aquele desespero…  ”socorro, e agora?”

Calma, não vamos entrar em pânico! Colocarei aqui algumas dicas simples, que podem ajudar vocês a perderem essas calorias do final de ano rapidamente!

Do site Cyberdiet:

1. Não tenha pressa. Se está acima do peso, pergunte-se há quanto tempo carrega esse excesso. Então, para que eliminar peso do dia para a noite?

2. Corrija gradativamente a sua atitude em relação aos alimentos.

3. Não exclua de um dia para outro aquele alimento que só de pensar dá água na boa. Na verdade, nunca o exclua, mas saiba quando e quanto pode ingerí-lo.

4. Controle a ansiedade. Encontre uma distração ou um hobby que faça com que a sua atenção desvie da comida.

5. Estipule horários para as refeições.

6. Deixe de comer aquele doce e substitua pela fruta da sua preferência.

7. Beba muita, mas muuuuuita água.

8. Deixe o seu prato colorido. Saladas e legumes devem estar presentes diariamente no almoço e jantar.

9. Se alguém notar que está adotando novos hábitos e perguntar se está de “regime”, mande um audível “não”. Muitas pessoas adoram sabotar as boas intenções alheias.

10. Confie em você! Tenha sempre uma atitude positiva. Estar determinada e confiante é mais do que meio caminho andado para atingir o seu objetivo.

Prontinho… agora, é só colocar em prática né?

Feliz 2012 para todos vocês!

As crianças e os animais.

Quando a criança começa a crescer e sensibilizar suas relações de afeto, os objetos passam a ser substituídos por seres

vivos. De todos os animaizinhos de estimação o mais comum e que mais se interage com o ser humano é o cão. Com ele a criança pode brincar, correr, explorar o ambiente e vivenciar novas experiências. Há um ganho significativo aqui: a criança não mais interage com total poder sobre o objeto de afeição e suas ações provocam reações. O cachorrinho pode correr para apanhar o objeto lançado, pode rosnar e até morder. Ele reage ao carinho, abana o rabo, pa…e agride, se maltratado. E não é só o cão que interage com a criança, apesar de ser o mais comum, outros animais também fazem papel importante. O gato se encosta e se permite ser tocado. Os peixinhos se alvoroçam no aquário quando a criança lhes joga o alimento. O passarinho pega o alpiste na mão da criança e seu encanto atrai pequenos e grandes. Além da relação de afeto que se desenvolve, do estímulo ao período sensório – motor, do tocar, do sentir, do explorar o corpo do animal e observar suas reações, muitos conhecimentos são adquiridos, do campo psicológico ao campo científico.

Muitas mamães tem dúvidas se seu filho(a) estará correndo algum risco em ter contato com algum animal de estimação. A resposta é: Não vai ter problemas, desde que sejam tomados todos os cuidado necessários que estarei citando abaixo.

- Em primeiro lugar, é indicado que o animal seja adquirido depois que a criança estiver um pouco maior, lá pelos cinco ou seis anos.

- Se optar por cachorro ou gato, escolher raças mais dóceis. Listarei algumas raças mais indicadas:

CÃES > Beagle, Golden Retriever, Pug, Boxer, American Staffordshire Terrier, Labrador, Bichon Havanês, Bull Dog, Cocker Spaniel Inglês e Americano, Dálmata, entre outros…

GATOS > Persa

- Ainda existem outros tipos de animais, como as aves e os roedores. Só que esses precisam de cuidado redobrado, pois são muito delicados, e qualquer gesto mais bruto com eles pode machucar. E as aves em alguns casos podem ser agressivas. Os mais indicados são:

ROEDORES> Hamster, Porquinho da índia, Gerbil, Chinchila, Coelho.

AVES> Calopsita, Canário, Papagaio.

E por fim existem os animais aquáticos:

Tartarugas, peixes.

- A parte mais importante em se obter um animal, é a higiene e o controle de sua saúde. Pois muita coisa pode ser passada para criança.

- A higiene deve ser feita diariamente, lavando o local que o animal fica com água sanitária. No caso de aves ou roedores, limpar suas gaiolas e trocar o jornal e animais aquáticos higienizar o aquário uma vez na semana, lavando as pedras e trocando a água.

- A vacinação de cães e gatos devem estar em dia. O cão deve tomar anualmente a vacina (v10) e raiva. E os gatos tomar anualmente também a vacina (V5) e raiva.

- Levar semanalmente se possível para tomar banho, ou dar banho em casa mesmo.

- Passar pelo veterinário a cada 6 meses para exames de rotina.

Sem sombras de dúvida, a criança que convive com animais, é mais afetiva, reparte suas coisas, é generosa, solidária. Apresenta mais responsabilidade, preocupação com a natureza. Torna-se mais justa e sociável.

CURIOSIDADES:

Do site saúde animal

  • Pacientes autistas foram “despertados” de seu estado constante derecolhimento na presença e o convívio com animais.
  • Nos lares de pessoas idosas, a presença de um animal aumenta as expectativas de vida.
  • A equoterapia (terapia complementar com auxílio de cavalos) é utilizada no desenvolvimento psicomotor de portadores da síndrome de Down e outras deficiências neuropsicomotoras congênitas ou adquiridas.
  • Os animais são indicados para pessoas com deficiências sensoriais (cegos e surdos), dificuldades de coordenação motora (ataxia), atrofias musculares, paralisia cerebral, distúrbios comportamentais e outras afecções.
  • O cachorro é capaz de pressentir antecipadamente as “convulsões” características da epilepsia quer seja do ser humano ou de outro animal.
  • Todos os procedimentos científicos e técnicos vêm confirmar a relação afetiva que os animais são capazes de estabelecer com as pessoas. Além disso, é muito importante lembrar que todos nós interagimos nomesmo ecossistema.
Então é isso, aproveitem os benefícios que os animais podem trazer ao seu filho. E além disso tudo, qualquer animal sempre traz uma grande felicidade para o lar. E estar em contato com a natureza, é maravilhoso.
Beijos para todos.

Quer fazer birra? Pois faça! Tô nem aí…

A coisa mais natural que suco de laranja é criança fazer birra.

E a vontade mais natural dos pais é querer explodir o filho quando ele faz isso. Palmadas, ceder à vontade…confusão, aflição, socorroooo!!! Não tem remédio pra isso não?

A ciência ajuda!

Da Revista Época

Por Letícia Sorg

Ser um bom pai ou uma boa mãe não é uma ciência exata. Muitas vezes, não tem só um certo e um errado. Depende do momento, da personalidade da criança, da ideologia dos pais. Mas fato é que, em algumas situações, uma ajuda da ciência até que seria bem-vinda. É o caso dos ataques de birra. Daqueles que começam com um chorinho, vão para os berros e terminam com a criança estirada no chão, se debatendo, diante de pais cada vez mais aflitos, confusos, envergonhados e bravos. Será que não tem um remédio para prevenir a birra?

Não, não tem. Mas a boa notícia é que a ciência começou a estudar o comportamento das crianças e chegou a algumas conclusões que podem ser úteis para abreviar os momentos de berreiro. Eles descobriram que a tristeza e a raiva das crianças andam juntas – os dois sentimentos se alternam rapidamente durante a birra. E que, para acabar com a birra o quanto antes, os pais devem identificar os picos de raiva – e ficar quietos. Isso, ficar quietos. Nada de perguntar se a criança quer isso ou aquilo. Nada de tentar pegá-la no colo, fazer carinho. Na raiva, a melhor estratégia é a distância segura. Logo depois da raiva vem a tristeza e, aí, sim, os pais devem agir: abraçando, confortando a crianças. A parte mais difícil, imagino, é conseguir ficar parado enquanto a criança exibe toda a sua raiva. Mas, ao que parece, o resultado pode compensar.

O conselho vem de pesquisadores das Universidades de Minnesota e Connecticut, nos Estados Unidos. Eles gravaram várias crianças e analisaram seus berreiros. Ao colocar os dados em um gráfico, eles viram que havia um padrão, um ritmo para a birra. E que estudar esses padrões pode ajudar pais e professores a lidar com ela. Segundo os cientistas, se os pais não conseguirem parar o berreiro logo, pelo menos vão saber que é normal. Quase um fenômeno natural como as tempestades ou as ondas do mar, que não conseguimos controlar, mas pelo menos podemos medir. Será que serve de consolo?

Letícia Sorg é repórter especila da Época em São Paulo, para ver mais artigos dela, Clique Aqui!

Piolho

Coça…coça..coça…

Puts, só de falar no assunto piolho a cabeça já coça. Entretanto é a coisa mais natural em uma criança com idade entre 4 e 10 anos.

Quem nunca teve piolho na vida? Levanta a mão aí!

O asssunto é meio nojento, mas necessário até porque as técnicas de hoje em dia (ainda bem) estão ficando cada vez melhores no combate dessa praguinha que judia nossos bebês.

Da Wikipédia

Piolho é o nome geral dado aos insetos da ordem Phthiraptera (do grego phthirus=achatado; a=sem; ptera=asas), que contém mais de 3000 espécies. Estes insectos não têm asas e são parasitas externos (ectoparasitas) de mamíferos (com exceção dos monotremados e morcegos) e das aves. Os piolhos são actualmente classificados em quatro subordens:

Anoplura: piolhos sugadores, inclui o piolho humano
Rhyncophthirina: parasitas de facóqueros e elefantes
Ischnocera: parasitas das aves
Amblycera: piolhos mastigadores

Os piolhos habitam o cabelo ou pelagem do hospedeiro, onde se alimentam de sangue, resíduos da epiderme ou de penas e secrecções sebáceas. Cada espécie tem uma relação exclusiva com um determinado tipo de hospedeiro, o que significa que, por exemplo, um piolho de ave não afecta humanos e vice-versa. Esta característica torna os piolhos muito dependentes do sucesso da espécie do hospedeiro.

Os piolhos têm entre 0,5 e 8 mm de comprimento, corpo achatado e garras que lhes permitem a fixação ao hospedeiro. Os ovos do piolho, ou lêndeas, são esbranquiçados e postos na pelagem ou penas dos hospedeiros. Em humanos, a infestação por piolhos é denominada pediculose.

Antigamente, o combate à pediculose dava-se através de xampus (escabin, kwell) com agentes antiparasitários e a coleta de lêndeas e piolhos com o uso de pentes finos (trabalhinho filho da puta esse). Esse tratamento era doloroso, em especial para as crianças. Hoje esse tratamento ainda existe, mas geralmente complementar ao uso da Ivermectina (medicamento “tarja vermelha”, ou seja, deve-se usá-lo sob recomendação médica; além disso, não deve-se ministrar essa substância em crianças de idade inferior a cinco anos ou peso inferior a 15kg). – Consulte sempre seu pediatra.

Importantíssimo lembrar que ter piolho não é sinal de falta de higiene!!!

Coça daqui, coça de lá e já começa a desconfiança, que, quando confirmada, provoca vergonha e preocupação em não deixar ninguém saber que se está com piolho. A infestação desses pequenos insetos parasitas, conhecida como pediculose, é bastante comum em crianças e é, equivocadamente, relacionada à pobreza e à falta de higiene. No entanto, piolho não vê idade, sexo, cor ou nível social.

A infestação por piolho atinge de 30% a 40% das crianças brasileiras em idade escolar e pode causar anemia, infecções oportunistas nos locais de grande coceira, além de baixo rendimento nos estudos. De acordo com o dermatologista Hélio Celestino da Silva, a pediculose é própria de crianças em idade escolar. “Piolho gosta de cabelo limpinho, sem oleosidade, por isso as crianças são o principal alvo. Os hormônios da adolescência já provocam a oleosidade do couro cabeludo”, explica.

Além disso, algumas pessoas são mais propensas a pegar piolho. “É o que a gente chama de tropismo. O piolho tem preferência por alguns tipos de couro cabeludo e não se adapta a outros”, esclarece.

Outro motivo para a rápida infestação de piolhos entre crianças é a inquietação dos pequenos. “Como criança pula muito, se movimenta o tempo todo, ele passa de uma cabeça para outra com muita facilidade”, acrescenta Celestino.

Ao contrário do que muita gente pensa, piolho não voa nem pula. De acordo com o dermatologista, o piolho é transmitido pelo contato direto. Por isso, infesta pessoas que convivem num mesmo ambiente. “O piolho se instala no couro cabeludo e ali se reproduz. Ele fica agarrado na raiz do fio, onde enfia a boca pra se alimentar”, explica.

A dermatologista Lígia Martins ressalta que pessoas sensíveis a picadas de insetos podem sofrer processo alérgico quando infestadas por piolhos. “A picada do piolho é como qualquer outro inseto e pode provocar reação alérgica e facilitar infecções.”

A prevenção e o tratamento são simples. “Estar atento às cabeças das crianças, manter o cabelo comprido preso ao ir para a escola e não compartilhar pentes com pessoas infestadas são atitudes eficazes para prevenir a pediculose”, garante Lígia.

No caso de infestação, com o pente fino é possível retirar o piolho. As lêndeas, que são os ovos colocados pela fêmea, são mais difíceis de serem removidas, pois ficam grudadas nos fios de cabelo. Para acabar com elas, Lígia recomenda uma solução de vinagre com água. “Basta envolver pequenas mechas de cabelo com um algodão embebido na mistura, pressionando-os entre os dedos e puxando lentamente em direção às pontas dos cabelos”, ensina.

Existem ainda medicamentos de uso tópico ou oral bastante eficazes. “Antigamente, tinha gente que usava até inseticida para se livrar dos parasitas, o que é totalmente contra-indicado”, previne Lígia. Outra recomendação é evitar a automedicação e atitudes intempestivas, como raspar a cabeça da criança para resolver o problema.

Eles podem ser o que quiserem…

_ Mãe, joga comigo?
_ O que você quer ser dessa vez?
_ Hum… Eu sou uma guerreira que ajuda a polícia a prender bandidos. E vou me chamar… pensa pensa pensa… Rita!

“Numa cidadezinha pacata e silenciosa, você está andando tranquilamente pela cidade…”
_ Eu vou num bar tomar café!
“Você vai num bar tomar café e lá dentro você ouve dois homens conversando numa mesa ao lado:
_ Isso é arriscado demais! Não vai dar certo.
_ É arriscado, mas caso dê certo, ficaremos ricos!
_ Temos que chegar lá quando o banco estiver fechando, ainda hoje.
Eles são ladrões, e planejam roubar o banco da cidade e sair de lá com todo o dinheiro dos seus moradores. O que você faz?”
_ Eu vou à delegacia contar pro policial o que eles vão fazer.
“Você decide então ir até a delegacia, e é recebida pelo delegado.
_ Olá, Rita, posso ajudá-la?
_ Olá, delegado, eu vi dois homens conversando no bar hoje, e eles querem roubar o banco da cidade antes de ele fechar.
_ Minha nossa! Precisamos preparar uma armadilha para pegá-los, Você pode nos ajudar, Rita?
_ Claro, delegado, você tem um plano?
_ Você vai ficar escondida conosco no banco até os dois homens aparecerem, e quando eles chegarem você nos mostra quem são e nós os prendemos.
_ Certo!
Chegando ao banco, o delegado pede para você se esconder, onde você se esconde?”

_ Lá tem mesa, mãe?
_ Tem, Wilminha.
_ Então eu vou me esconder embaixo da mesa.

“Você se esconde debaixo da mesa junto com o delegado. Lá também estavam o Soldado Romero, o Soldado Pereira e o Soldado Lopes, todos escondidos também.”

_ Mas eles estão embaixo da mesa também?
_ Não, um deles está junto com o segurança do banco e dois estão atrás do balcão do caixa.
_ Que bom, por que não caberia todo mundo debaixo da mesa comigo.
_ É… é verdade!

“Um pouquinho antes de o banco fechar, você vê os dois ladrões entrando no banco…”

_ Eu vou contar pro delegado que são eles e usar meu poder da mente.
_ E você tem o poder da mente?
_ Claro que tenho, eu vou entrar na cabeça dele, falar que ele tem que ser bonzinho e falar pra ele ir embora.
_ Então eu sou par e você é ímpar. 1, 2, 3!
_ Ganhei!
_ Então como você ganhou, você consegue convencê-los.

“Quando eles entram no banco, o delegado fica esperando enquanto você entra na cabeça dos ladrões, que por sua vez, sai do banco e vai embora arrependido de querer roubar, o delegado fica muito agradecido e te dá uma medalha como recompensa.”
_ Mãe, quando eu sair de lá, eu vou falar com o meu amigo que vai dar uma festa e me convidou.
_ Ok, mas essa festa a gente joga outro dia, pode ser?
_ Tá.

Gostou?? Isso é RPG! Tente você também com seus pequenos.

Primeiros passos.

 Com certeza não existe coisa mais maravilhosa que acompanhar o desenvolvimento dos nossos filhos de pertinho.

Uma coisa que sempre achei fundamental é estar presente nesses momentos mais importantes que eles passam durante todo o desenvolvimento. Acho que é por isso que ainda não tive coragem de colocar a Luiza na escolinha.

Hoje aconteceu um fato muito importante para a Luiza. Pela primeira vez ela conseguiu dar 5 passinhos. É engraçado que isso acontece quando a gente menos espera. Eu estava na sala, brincando com ela. Ela se levantou apoiando no sofá, e eu estava no meio da sala sentada no chão. Eu chamei ela pra vir até mim, e ela veio… sorrindo, se equilibrando… e assim os 5 passinhos aconteceram.

É uma felicidade tão grande ver todo esse desenvolvimento dela. Eu fico emocionada e não vou negar que uma lágrima escorreu pelo meu rosto. De pensar que alguns meses atrás ela era aquele bebezinho indefeso, que só ficava no meu colo. E agora, um pouco mais independente, conhecendo e explorando o mundo.

Fala sério, ser mãe é bom demais!

vai vendo…

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Bom dia pessoal, me desculpem a ausência…tava me recuperando do susto.

A tirinha acima foi bem pra descontrair, tanto porque, semana passada o susto foi grande e não teve tanta graça.

Como a maioria sabe, minha filha quando sai da escola fica comigo no meu trabalho até a hora da minha saída e assim vamos pra casa.

Acho que foi na terça-feira, não lembro direito o volume de coisas no meu trampo foi alto, tinha uma penca de coisa pra fazer e uma ligação para finalizar meu dia. A ligação era de extrema urgência pois o cara esperava por uma resposta minha. Acontece que quando fui ligar para o fulano o mesmo estava em horário de almoço (isso era 16:45) esperei mais uns 10 minutos foi quando deu o horário de todo mundo sair. Fui fechar as janelas, desligar o computador e puts! tenho que ligar para o cara – “está em horário de almoço!” – merda!!! deixei recado com a moça que atendeu e fui chamar a Ariel para ir pra casa e…cadê a Ariel?

Ariel…Ariel…e o silêncio. Meu o silêncio nunca tinha sido tão malvado comigo. Continuei chamando pensando que minha moleca tava brincando de esconde-esconde comigo. Ariel…Ariel…e nada. Comecei a perguntar “você viu a Ariel?” e ninguém a tinha visto. Todo mundo indo embora e cadê minha filha? E então a infinidade de pensamentos idiotas e cruéis invadiram meu cérebro e o coração quase saindo na garganta. Fiquei igual uma barata tonta pensando o que é que tinha acontecido. Quando todo mundo do meu trabalho deu falta dela, começou a busca. Um saiu pra rua de cima, outro pro outro quarteirão, outro para a rua do lado e eu sai de carro. Andamos, andamos…demos umas duas voltas pelas ruas e na segunda eu vi minha baixinha com um senhor que trabalha comigo. Foi horrível! Sim porque foi uma mistura de alegria por ter encontrado e ao mesmo tempo uma vontade gigantesca de estrangular seu pescoço. Ela me viu me olhou com a cara mais deslavada do mundo como se fosse a coisa mais normal ela ir embora pra casa sozinha.

Contando até…vishi, nesse momento eu nem sabia quanto era 2+2, não sabia que reação ter. Ela tinha atravessado duas ruas sozinhas eu questionei ela sobre isso a resposta dela foi  “Eu consegui mãe! Eu olhei pros dois lados, não vinha carro e eu atravessei”.

Não tinha reação, parecia que alguém tinha me dado uma paulada e depois pedido desculpas. Paulada da própria vida talvez, mas não desejo essa sensação pra ninguém, foi horrível imaginar qualquer coisa que poderia ter acontecido.

Chegando em casa pude desabar. Chorei igual idiota e aí as bigornas imagináveis pousaram nos meus ombros e me senti a pior mãe do mundo “Como assim perder a filha?” “Que negligênte eu fui…” entre vários outros pensamentos destrutivos que davam mais peso para as bigornas.

Minha mãe apesar das discussões diárias me acalmou e disse que isso poderia acontecer com qualquer um, que crianças nessa idade são assim mesmo, eles estão numa fase egocêntrica e querem fazer tudo sozinhos. E que eu não deveria me sentir culpada por isso e sim ficar bem por tudo ter acabado bem. Ainda completou: crianças furam os olhos da gente [conselho de ouro esse!].

Atitude tomada:

Contei para o pai dela, e nós dois decidimos colocar um castigo nela por isso, um mês sem jogar no computador, é uma coisa que ela gosta muito e vai sentir. Não bati, até porque não iria adiantar embora a vontade fosse grande rsrsrs, mas conversei muito sério e essa foi a parte mais difícil pois eu tive que mostrar que o mundo não é tão bom quanto parece. E dizer isso pra uma criança é cruel, dizer o que o ser humano é capaz de fazer uns com os outros é quase uma auto-mutilação, porém se faz necessário, afinal se eu quero que ela sobreviva nesse mundo ela precisa saber onde realmente está.